Apesar
de sempre fazer algum tipo de esporte/atividade física durante minha vida toda,
eu sempre soube que minha postura corporal e alongamento do corpo nunca foram
dos melhores. E neste início de trabalho e estudos com as ternas me fez mais sensível
em perceber e contatar que realmente nunca cuidei do meu corpo como deveria ter
feito. Nesta minha iniciação no teatro percebo que os estudos das ternas são
essenciais para todo e qualquer ator, pois elas ajudam muito nas execuções de
movimentos mais expressivos e livres.
Iniciei
meu processo com as ternas de braço, e quando começamos a aula tive uma rápida
ilusão de que teria facilidade com as ternas de braço, pois, no vôlei
utiliza-se bastante o movimento dos braços, não só como alavanca para saltar,
mas várias outras projeções são usadas, porém, me enganei. Enquanto estávamos
nos pesos passivos e sustentados até que estava tranquilo, mas quando passamos
para o abraçamento, aí começou minhas dificuldades. Tive muita dificuldade com
os movimentos iniciados pelos braços, movimentos que precisava de um
alongamento melhor, eu não conseguia fazer além de descobrir que tenho quase
nada de tônus e isso me deixou um pouco frustrado.
A
próxima terna aprendida foi a terna de alinhamento, na qual, pude perceber a
relação entre o foco do olhar com o direcionamento do tórax e quadril, tivemos
exercícios onde tínhamos que andar pelo espaço, e durante o exercício tínhamos
que olhar para um ponto e só depois girar o quadril e andar até este ponto, até
ai estava tudo bem. Começou a complicar quando mudou o exercício e ao invés de
olhar e girar o quadril, a professora pediu para fazer ao contrário, girar o
quadril primeiro e só depois acompanhar o olhar e ir na direção, e este
exercício deu uma “bugada” em minha cabeça, pois tive dificuldades de fazer.
Fizemos também torções de ombro e quadril tanto para a frente quanto para trás,
que após viraram uma dança. Neste exercício não tive tanta dificuldade pois
exigia mais da coordenação motora do que alongamento em si, e minha coordenação
não é das piores.
Nas
ternas de apoios e projeções eu conheci os ísquios, na qual descobri através
das aulas de sensibilização deles, nunca havia percebido a existência deles e
tamanha a importância que têm sobre o apoio e projeções do meu corpo. Fizemos
vários exercícios para trabalhar esta terna, e um destes exercícios foi de
sensibilização quase que do corpo inteiro, onde tínhamos q apoiar sobre duas
bolinhas de borracha um tempo e logo após tirávamos e apoiávamos o local que
elas estavam no chão, e a sensação era muito boa pois parecia que a área de
contato após o contato com a bolinha ficava duas vezes maior e mais sensível, e
isso ia facilitando a cada exercício feito para esta terna. Em um outro
exercício, no qual, tínhamos que deitados levantar virando uma cambalhota para
trás, a princípio tive um certo receio por achar que poderia machucar
fazendo-o, porém, fiz o exercício e deu tudo certo.
A
próxima foi a ternas de enraizamento, na qual, tivemos também um exercício de
sensibilização do pés com as bolinhas de borracha, e pude perceber toda a
anatomia e sentir toda a musculatura dos meu pés, além de focar nas funções
essenciais que possuem, que são de amortecimento, impulsão e sustentação de
todo meu corpo. Ao abrir os dedos dos pés para aumentar a superfície de contato
com o solo, pude perceber claramente que meu equilíbrio melhorou muito, e foi
uma sensação ótima.
Com
as ternas de sonoridade, foi ensinado a explorar e produzir sons com diversas
partes do corpo e a importância da diferença de tons e timbres para podermos
passar para os outros o que estamos dizendo. Tivemos um exercício, na qual, tínhamos que
reproduzir o som da chuva, isso batendo com nossas próprias mãos no nosso corpo
e de olhos fechados, começava com sons dispersos e com diferentes tempos entre
um “pingo” e outro, e de acordo com o tempo ia aumentando a intensidade e a
velocidade dos sons até um ápice, e depois ia diminuindo esta intensidade até a
“chuva” acabar. Este exercício tive uma sensação sensacional pois com os olhos
fechados tive que confiar nas outras pessoas do grupo por não ser nada
combinado, tinha q ser espontâneo, e isso fez eu ter uma certa aproximação da
sala no fim do exercício.
Depois
fomos para as ternas de rosto, fizemos um exercício que em dupla tínhamos que
tentar ficar imitando as feições da outra pessoa, a partir disso fomos para o
espelho para experimentarmos a infinidade de máscaras que podemos criar só
mexendo com a musculatura de nosso rosto. Nesta terna posso dizer que é umas
das principais que iremos utilizar durante o curso de teatro e na nossa
carreira de ator, pois, tudo que iremos fazer irá precisar de uma expressão
facial distinta, para cada cena, personagem e peças que possamos a vir fazer.
Nas
ternas de pele, fizemos algumas atividades para a sensibilização da pele, mas
acredito que não deveria ter uma terna só para a pele, pois em todos os estudos
sobre as outras ternas, nós passamos pela a pele, sensibilizando-a, alongando-a
e aquecendo-a. Então acredito que não deveria ter esta terna em especifico
sendo que em todas as outras nós já trabalhamos nossa pele.
As
últimas ternas estudadas são as ternas de vísceras e articulações, na qual
fizemos um exercício tentando sensibilizar nossos órgãos internos através do
abdome e das costas, na qual, tentamos sentir e ouvir os movimentos de nossos
órgãos. Confesso que particularmente eu não senti nada nesta terna de vísceras,
pode ter acontecido de eu estar fazendo errado, mas não conseguir ter a
sensação das demais pessoas da sala que sentiram bastante esta terna. E a terna
de articulação parto do mesmo princípio que tive das ternas de pele, pois tudo
que fazemos nas outras ternas, nós já aquecemos e movimentamos nossas
articulações.
Com
todas estas ternas estudadas, tive uma ótima experiencia durante todo o
semestre, e com todo esse aprendizado, conseguirei dar continuação ao curso e
me ajudará demais na sequência desta e das outras disciplinas.
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