Guilherme

Ternas e sua Conscientização Corporal

Apesar de sempre fazer algum tipo de esporte/atividade física durante minha vida toda, eu sempre soube que minha postura corporal e alongamento do corpo nunca foram dos melhores. E neste início de trabalho e estudos com as ternas me fez mais sensível em perceber e contatar que realmente nunca cuidei do meu corpo como deveria ter feito. Nesta minha iniciação no teatro percebo que os estudos das ternas são essenciais para todo e qualquer ator, pois elas ajudam muito nas execuções de movimentos mais expressivos e livres.
Iniciei meu processo com as ternas de braço, e quando começamos a aula tive uma rápida ilusão de que teria facilidade com as ternas de braço, pois, no vôlei utiliza-se bastante o movimento dos braços, não só como alavanca para saltar, mas várias outras projeções são usadas, porém, me enganei. Enquanto estávamos nos pesos passivos e sustentados até que estava tranquilo, mas quando passamos para o abraçamento, aí começou minhas dificuldades. Tive muita dificuldade com os movimentos iniciados pelos braços, movimentos que precisava de um alongamento melhor, eu não conseguia fazer além de descobrir que tenho quase nada de tônus e isso me deixou um pouco frustrado.
A próxima terna aprendida foi a terna de alinhamento, na qual, pude perceber a relação entre o foco do olhar com o direcionamento do tórax e quadril, tivemos exercícios onde tínhamos que andar pelo espaço, e durante o exercício tínhamos que olhar para um ponto e só depois girar o quadril e andar até este ponto, até ai estava tudo bem. Começou a complicar quando mudou o exercício e ao invés de olhar e girar o quadril, a professora pediu para fazer ao contrário, girar o quadril primeiro e só depois acompanhar o olhar e ir na direção, e este exercício deu uma “bugada” em minha cabeça, pois tive dificuldades de fazer. Fizemos também torções de ombro e quadril tanto para a frente quanto para trás, que após viraram uma dança. Neste exercício não tive tanta dificuldade pois exigia mais da coordenação motora do que alongamento em si, e minha coordenação não é das piores.
Nas ternas de apoios e projeções eu conheci os ísquios, na qual descobri através das aulas de sensibilização deles, nunca havia percebido a existência deles e tamanha a importância que têm sobre o apoio e projeções do meu corpo. Fizemos vários exercícios para trabalhar esta terna, e um destes exercícios foi de sensibilização quase que do corpo inteiro, onde tínhamos q apoiar sobre duas bolinhas de borracha um tempo e logo após tirávamos e apoiávamos o local que elas estavam no chão, e a sensação era muito boa pois parecia que a área de contato após o contato com a bolinha ficava duas vezes maior e mais sensível, e isso ia facilitando a cada exercício feito para esta terna. Em um outro exercício, no qual, tínhamos que deitados levantar virando uma cambalhota para trás, a princípio tive um certo receio por achar que poderia machucar fazendo-o, porém, fiz o exercício e deu tudo certo.
A próxima foi a ternas de enraizamento, na qual, tivemos também um exercício de sensibilização do pés com as bolinhas de borracha, e pude perceber toda a anatomia e sentir toda a musculatura dos meu pés, além de focar nas funções essenciais que possuem, que são de amortecimento, impulsão e sustentação de todo meu corpo. Ao abrir os dedos dos pés para aumentar a superfície de contato com o solo, pude perceber claramente que meu equilíbrio melhorou muito, e foi uma sensação ótima.
Com as ternas de sonoridade, foi ensinado a explorar e produzir sons com diversas partes do corpo e a importância da diferença de tons e timbres para podermos passar para os outros o que estamos dizendo.  Tivemos um exercício, na qual, tínhamos que reproduzir o som da chuva, isso batendo com nossas próprias mãos no nosso corpo e de olhos fechados, começava com sons dispersos e com diferentes tempos entre um “pingo” e outro, e de acordo com o tempo ia aumentando a intensidade e a velocidade dos sons até um ápice, e depois ia diminuindo esta intensidade até a “chuva” acabar. Este exercício tive uma sensação sensacional pois com os olhos fechados tive que confiar nas outras pessoas do grupo por não ser nada combinado, tinha q ser espontâneo, e isso fez eu ter uma certa aproximação da sala no fim do exercício.
Depois fomos para as ternas de rosto, fizemos um exercício que em dupla tínhamos que tentar ficar imitando as feições da outra pessoa, a partir disso fomos para o espelho para experimentarmos a infinidade de máscaras que podemos criar só mexendo com a musculatura de nosso rosto. Nesta terna posso dizer que é umas das principais que iremos utilizar durante o curso de teatro e na nossa carreira de ator, pois, tudo que iremos fazer irá precisar de uma expressão facial distinta, para cada cena, personagem e peças que possamos a vir fazer.
Nas ternas de pele, fizemos algumas atividades para a sensibilização da pele, mas acredito que não deveria ter uma terna só para a pele, pois em todos os estudos sobre as outras ternas, nós passamos pela a pele, sensibilizando-a, alongando-a e aquecendo-a. Então acredito que não deveria ter esta terna em especifico sendo que em todas as outras nós já trabalhamos nossa pele.
As últimas ternas estudadas são as ternas de vísceras e articulações, na qual fizemos um exercício tentando sensibilizar nossos órgãos internos através do abdome e das costas, na qual, tentamos sentir e ouvir os movimentos de nossos órgãos. Confesso que particularmente eu não senti nada nesta terna de vísceras, pode ter acontecido de eu estar fazendo errado, mas não conseguir ter a sensação das demais pessoas da sala que sentiram bastante esta terna. E a terna de articulação parto do mesmo princípio que tive das ternas de pele, pois tudo que fazemos nas outras ternas, nós já aquecemos e movimentamos nossas articulações. 
Com todas estas ternas estudadas, tive uma ótima experiencia durante todo o semestre, e com todo esse aprendizado, conseguirei dar continuação ao curso e me ajudará demais na sequência desta e das outras disciplinas.

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